sexta-feira, 6 de outubro de 2017

EXPOSIÇÃO “5 DE OUTUBRO - REPÚBLICA PORTUGUESA”

Entre os dias 29 de setembro e 6 de outubro esteve patente a exposição “5 de Outubro- República Portuguesa”, na biblioteca da escola secundária. Inserida no dia da comemoração dos 107 anos da Implantação da República Portuguesa, em 1910, a mostra teve por objetivo relembrar esta data tão importante para os portugueses. Foram abordados os fatores da queda da monarquia, constituição republicana de 1911, ação governativa dos vários governos republicanos no que toca à laicização do Estado, ao ensino, às reformas sociais e às dificuldades que foram surgindo ao longo dos anos de governação, originando depois a queda da 1ª República em 28 de maio de 1926. A exposição foi visitada por alunos e alguns docentes. A todos que participaram se agradece a colaboração. 
Venham sempre visitar a biblioteca e descobrirão novidades!

Rosa Carlota











quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Livro do mês de outubro: “Filipa de Lencastre” de Isabel Stilwell

Filipa de Portugal morreu de peste negra, tal como a sua mãe, a 15 de Julho de 1415. Com 55 anos. No dia 25 partiam de Lisboa 240 embarcações e um exército de 20 mil homens, entre os quais D. Duarte, o Infante D. Henrique e D. Pedro. A Praça de Ceuta caía cerca de um mês depois. D. Filipa não esperaria outra coisa dos seus filhos… Mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua, Filipa de Lencastre deu à luz, aos 29 anos, o primeiro dos seus oito filhos. A chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação.Frei John, o tutor já tinha previsto o seu destino nas estrelas. Nasceu Phillipa of Lancaster, filha primogénita de John of Gaunt, mas aos 29 anos deixou para trás a sua querida Inglaterra para se casar com D. João I de Portugal. A 11 de Fevereiro de 1387 o povo invadiu as ruas da cidade do Porto para aclamar carinhosamente D. Filipa de Lencastre, Rainha de Portugal. Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal. Desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afectos, aventuras e intrigas.

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. A sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller D. Filipa de Lencastre, a que se seguiram D. Catarina de Bragança e D. Amélia, com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de D. Maria II, que vendeu mais de 45 mil exemplares e mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lançou Ínclita Geração – Isabel de Borgonha e, em 2015, a história da mãe do primeiro rei de Portugal, D. Teresa.
Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos.
Atualmente escreve para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre a adoção em Portugal («Não amam nem deixam amar», em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes) sido distinguida com o 1º Prémio de jornalismo «Os Direitos da Criança em Notícia». Continua a colaborar mensalmente com a revista Pais & Filhos e, quando não está a escrever, vira diariamente os «Dias do Avesso» em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1.

Poema do mês de outubro: Outono, de Miguel Torga

Outono
 
Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.


Miguel Torga

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Livro do mês de setembro: "Terra de espíritos"

Numa pequena cidade do Vermont, uma parcela de terra é posta à venda levantando uma onda de protestos. Segundo os índios Abenaki, naquele terreno situa-se um ancestral cemitério índio. Para os acalmar, o investidor que ali pretende fazer um centro comercial contrata Ross Wakeman, um investigador do paranormal. Ross tentou o suicídio por diversas vezes, na esperança de se ir juntar a Aimee, a noiva que morrera oito anos antes. Mas após diversas noites a investigar, tudo o que Ross encontra é Lia Beaumont, uma mulher misteriosa que, tal como Ross, pretende desafiar as fronteiras que separam a vida da morte.
Assim tem início uma extraordinária história de amor e de destino, marcada por um crime passional. Jodi Picoult centra-se numa parte obscura e pouco conhecida da história norte-americana, o projeto eugénico dos anos 30, para neste contexto explorar a maneira como as coisas voltam para nos assombrar - tanto literal como figurativamente.



Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa corretora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best-sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

Poema do mês de setembro: "Ausência"

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.


Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Poema do mês de junho: "Ser poeta"

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca

Livro do mês de junho: "A lotaria" de Patricia Wood

"As pessoas preocupam-se muito com o futuro. A avó também me dizia o mesmo, mas eu acho que o futuro vem de qualquer maneira, quer a gente se preocupe ou não. Se não vier, então estamos mortos e já não precisamos de nos preocupar." (p.100)
Neste seu romance, Patricia Wood consegue fazer-nos partilhar de forma convincente a visão do mundo de Perr L. Crandall, com o seu QI de 76. Criado por uma avó extraordinária, Perry aprendeu a aceitar-se e a lidar com a vida à sua maneira, mas, acima de tudo, aprendeu a confiar nos seus próprios sentimentos. Essa capacidade virá a revelar-se da maior importância quando, mais tarde, Perry ganha uma avultada quantia de dinheiro na lotaria. Um romance encantador e comovente sobre o poder do amor e da confiança no lado positivo de todas as coisas.
Este livro fala do poder do amor, da amizade genuína, do sofrimento, das motivações humanas, da generosidade, da inteligência emocional e da esperança.

Patricia Wood nasceu em Seattle, Washington. Começou a escrever aos 8 anos. Frequentou a Shoreline High School, formando-se em 1971. Em 1972, alistou-se no Exército dos EUA e serviu como tecnóloga médica. Depois de servir nas forças armadas, Wood frequentou a Northern Illinois University. Mais tarde, obteve um doutoramento na Universidade do Havaí. Trabalhou como professora de educação especial e ensinou ciência do mar e equitação.
Em 2 de agosto de 2007, Wood publicou “Lotaria”.

Wood, atualmente, mora num veleiro no Havaí. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Poema do mês de maio

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.


Alberto Caeiro

Livro do mês de maio - Jardim dos segredos, de Kate Morton

Em 1913 uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália, com apenas uma malinha branca contendo um livro de obscuros contos infantis. Uma mulher misteriosa prometera tomar conta dela, mas desapareceu sem deixar rasto.
Um século depois, acompanhamos Cassandra na sua tentativa de resolver o mistério de uma pequena criança perdida. Um dos instrumentos que favorecem essa procura é um livro de obscuros contos infantis do início do séc. XX, três dos quais, de uma prosa belíssima, aparecem ao longo do próprio texto. Aparentemente, a autora destas histórias, Eliza Makepeace, será a chave para Cassandra finalmente recuperar a verdade sobre a origem da sua família.




Kate Morton cresceu nas montanhas do sudeste de Queensland, na Austrália. Tem formação superior em Teatro e Literatura Inglesa. Os seus livros estão publicados em 36 países.

O Jardim dos Segredos é o segundo romance da autora, depois de O Segredo da Casa de Riverton. Ambos foram alvo de várias distinções: O Segredo da Casa de Riverton venceu o Australian Book Industry Award of General Fiction, foi finalista do Galaxy British Book Awards, foi também recomendado pelo Richard & Judy Summer Reads Book Club 2008 e eleito "livro do mês" pela Amazon; O Jardim dos Segredos ganhou o Australian Book Industry Award of General Fiction, foi também o mais vendido do ano na Austrália, bestseller do The New York Times e "livro do mês" na Amazon.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Rumo à Igualdade de Género

Sessões dinamizadas pela Isabel Silva e Alexandra, técnicas do GAF (Grupo Aprender em Festa - Gouveia), em parceria com o Município de Seia, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Seia e RBEMS (Rede de Bibliotecas Escolares e Municipais de Seia).